Conforme comentado em posts anteriores, eu estava bem interessado em baixar e testar o Fedora 11 com o KDE, afinal, já fazia bastante tempo que não tinha contato com o bom e velho "K" e muita gente estava falando dele, muito bem ou muito mal. O que achei? Continue lendo pra saber…
Abandonando a idéia de baixar mais um cd, resolvi apenas instalar o KDE no meu Ubuntu 9.04. Isso me pouparia tempo, vários megabites e um cd.
Foi o que eu fiz.
Bastou um simples apt-get install kubuntu-desktop e algumas horas de espera para que o meu novo Window Manager estivesse pronto para o uso. Na verdade, foram algumas horas e mais de 170 pacotes baixados.
Enfim, tudo instalado, hora de fazer logout e me logar no meu novo KDE.
Antes de contar mais sobre a experiência, deixem-me esclarecer que não uso o KDE como window manager padrão desde a época do Slackware 11. Nessa época o sistema ainda utilizava o KDE 3.5 e vários efeitos e firulas que eu utilizava eram feitos a partir da instalação de outros programas, como o bom e velho Superkaramba. Cheguei a testar o Kubuntu 8.04 (ainda com o 3.5), mas desisti depois de umas 2 semanas por conta da instabilidade que o sistema apresentava.
Depois disso, me resumi ao uso do Gnome e sequer cheguei a acompanhar as notícias sobre o desenvolvimento do KDE. Acho que cometi um grande erro fazendo isso…
Voltando ao KDE 4.2, depois de logado, fui apresentado ao ambiente por um splash screem que me agradou bastante. Foi o início de várias surpresas…
Com o ambiente já aberto, me deparei com algo que já tinha ouvido falar: as diferenças entre as atuais versões do KDE e as antigas (como a 3.5) eram gritantes:
Plasma pra todo lado…
Para começar, descobri que o novo ambiente KDE agora é regido pelo "Plasma", uma nova interface cujo principal atrativo são os widgets interativos, conhecidos aqui como "plasmoids". Na realidade, praticamente todos os componentes da área de trabalho são compostos por plasmoids, desde a "barra de tarefas" até o menu do sistema.

Clicando-se com o botão direito do mouse sobre a área de trabalho podemos adicionar novos plasmoids e como pode-se imaginar, existem plasmoids com as mais diversas funções, indo desde relógios até monitores de temperatura e transferencia de dados na rede. Obviamente, existe ainda uma grande quantidade de plasmoids completamente inúteis (ou pelo menos inúteis mas bonitinhos).
Efeitos de transparência e brilho, que antes necessitavam de algumas modificações para funcionar no KDE 3.5 agora são padrão do ambiente e estão por toda parte, seja na "barra de tarefas" transparente, seja no contorno dos widgets ou mesmo quando se arrasta uma janela de um lado para o outro (ela fica translúcida). Deixando-se o cursor do mouse sobre os aplicativos na barra de tarefas podemos ver miniaturas do que está aberto. Está bonito de se ver!
Por padrão, os ícones e elementos da área de trabalho não são exibidos e no lugar deles podemos adicionar os plasmoids. Um ponto interessante é que, se arrastamos um ícone do menu para a área de trabalho e soltamos, ele imediatamente se transforma em um plasmoid. Apesar disso, nada impede que mudemos o modo de exibição e voltemos a exibir os velhos ícones de sempre (juntamente com os plasmoids).
O menu principal (ou menu iniciar, chame como quiser), que nada mais é do que mais um plasmoid, apresenta umas sacadas que achei bem legais. Em primeiro lugar, temos uma caixa de busca, que fica disponível no topo do menu (algo que ajuda bastante), digitando o nome dos programas surgem os atalhos logo abaixo, evitando que se procure pelo programa em meio aos submenus. Em segundo lugar, temos o menu dividido em abas. Isso mesmo! Agora até o menu tem abas para facilitar a vida! Cada uma delas apresenta um conjunto de funções, como os "Favoritos", os "Aplicativos" que se subdivide em outras categorias (internet, escritório, jogos, etc), "computador", onde achamos a pasta home, a lixeira e o gerenciador de configurações, "Usado recentemente", onde achamos os programas e arquivos usados recentemente e por último a aba "sair".

Assim como ocorre na área de trabalho, podemos utilizar a configuração clássica do menu, bastando clicar com o botão direito do mouse sobre o "K" e selecionar a opção correspondente. Entretanto, curti bastante o novo menu.
Temas ou plasmas?
Logo descobri que instalar novos temas para o plasma é umas das tarefas mais simples e descomplicadas do novo KDE. Felizmente, não tive que me dedicar a um intenso trabalho de "busca e pesquisa", ou melhor, não tive que perder muito tempo "fuçando" o novo ambiente até descobrir como trocar os temas, pois está tudo ali, bem em evidência.
Uma vez conectado à internet, basta clicar com o botão direito do mouse sobre a área de trabalho e selecionar a opção "configurar aparência" e em seguida, clicar em "novo tema". Uma nova janela é aberta com ligação direta ao kde-look, o mais conhecido site de temas, estilos e perfumarias para o KDE. Escolhido o novo tema, basta mandar instalar e selecioná-lo em seguida. Poderia ser mais fácil?
Os plasmoids, papéis de parede, decorações da janela e demais itens relacionados à aparência seguem o mesmo estilo de instalação, ou seja, basta se conectar, escolher o que quer e mandar instalar. Obviamente, nada impede que se faça o download dos itens para guardar e instalar manualmente depois.
ApliKativos…
Como era de se esperar, uma instalação do KDE traz consigo uma grande quantidade de aplicativos que são instalados junto ao ambiente. Para começar, notei que o Konqueror deixou de ser o gerenciador de arquivos para assumir apenas a função de navegador. O papel de gerenciador de arquivos foi assumido agora pelo Dolphin, sobre o qual não posso falar muito, pois ainda não o explorei mais a fundo. O que posso dizer no momento é que os dois são bem semelhantes, pelo menos até onde eu me lembre do Konqueror.
Não posso falar sobre muitos apliKativos, pois testei apenas alguns. Dentre eles, está o K3B que, como sempre, se apresenta como o melhor e mais prático programa de gravação de CDs e DVDs para Linux. Me desculpem pelo que vou dizer aqui, mas o K3B ainda deixa o Brasero e outros programas do gênero no chinelo.
Dispensei o Koffice, uma vez que já tenho o OpenOffice instalado e não vejo necessidade de duas suites de programas de escritório instalados (só ocuparia espaço em disco). Por isso, não sei dizer se houveram melhorias na suíte de escritório do KDE.
Outros programas menores e que eu utilizava com mais frequência, como o kget, o ksnapshot, kppp e ark continuam como antes, sem qualquer mudança que eu pudesse notar. A exceção foi o Kopete, que até onde pude observar, agora possui suporte a webacam (ainda não cheguei a testar).
Nem tudo são flores…
Nem tudo funcionou perfeitamente bem no KDE (assim como em outros ambientes) e, só pra variar, tive alguns problemas: O pior ocorreu quando o plasma, sem explicação alguma, fechou por duas vezes, me deixando em uma janela preta sem muito o que fazer. Como janelas pretas não me assustam já faz bastante tempo, bastou teclar Alt+F2 (que ainda funcionava) e rodar o kwin para que as coisas voltassem aos eixos. Felizmente, isso só aconteceu duas vezes.
O Konqueror, sabe-se lá o porquê, abre as páginas vez ou outra com alguns itens faltando, seja um frame ou algum outro item. Isso não me preocupa diretamente, uma vez que uso o Firefox como navegador padrão.
Outro pequeno problema diz respeito ao Network-manager do KDE, que mesmo depois de configurado corretamente, simplesmente não se conecta através do meu 3G. A solução? Usar o bom e velho kppp, que funciona numa boa.
Pra terminar…
Enfim… Confesso que, como usuário do KDE 3.5, me senti completamente perdido no novo ambiente, haja vista que muita coisa foi substituída ou simplesmente não existe mais. Um bom exemplo é o "Centro de controle do KDE" que antigamente respondia pelo comando "kcontrol" e agora tem um novo nome (além de um novo comando para abrir, "systemsettings").
O plasma e seus widgets representaram a maior mudança do ambiente e foram responsáveis pela minha maior surpresa, pois adicionam novas funcionalidades e possibilidades de customização. Sei que muita gente deve ter torcido o nariz para o novo KDE, mas apesar dos problemas mencionados (e outros que certamente ainda surgirão), eu tenho gostado bastante dele.
Como diz o título, ainda estou (re)conhecendo o KDE e ainda há muito o que fazer e experimentar. Por esse motivo, pode ser que tenha cometido algum equívoco em minhas observações. Assim, peço às pessoas que já tenham experimentado que deixem aqui as suas opiniões e experiências.
Obviamente, mesmo quem ainda não experimentou o novo KDE está livre para deixar a sua opinião.
Leia mais sobre o KDE:
http://br.kde.org/

















Olá diggao, vim para esta página por um link de um outro post seu…
Como você já deve estar cansado de saber, eu usava a Fedora, consequentemente o KDE, e tinha muitos problemas de desempenho nele, parecia até o Windows Vista as vezes, por causa do desktop ser muito pesado. Mas ultimamente andei lendo em fóruns que tratavam do Ubuntu que o KDE instalado nele roda com um desempenho bem melhor, mas eu fiquei em dúvida se é verdade ou não.
Gostaria de saber se você já baixou o KDE e manteve-o junto com o GNOME e se tem algum tipo de conflito ou algo assim… Estou falando isso porque, mesmo que eu tenho achado o GNOME muito bom, o KDE é mil vezes melhor na minha opinião, mas estou me referindo puramente na estética, até na disposição dos botões, que eu gosto muito mais.
Abrigado cara, abraços.
Olá Luiz!
Pra ser sincero, também acho o visual do KDE absurdamente melhor que o do Gnome. Para que você tenha uma idéia, só vim usar o Gnome pra valer a partir da versão 7.04 do Ubuntu. Antes disso, já havia testado em algumas distros como Fedora ou Debian, mas não havia gostado muito.
Respondendo sua pergunta: sim, mantive ambos, KDE e Gnome, e não tive problemas de conflito. Pelo contrário, se retirasse o Gnome teria vários problemas por conta de programas que utilizo os quais necessitam das bibliotecas do Gnome.
Tem muita informação pela internet dizendo que não se deve misturar os dois ambientes, mas não se preocupe com isso.
Ah! Se for instalar o KDE, não esqueça de instalar também as traduções
Abraços