Escrevendo os textos aqui do blog, não pude deixar de comprovar algo que há muito tempo me deixa com a pulga atrás da orelha: Muitos dos programas Open Source, sejam jogos ou programas em geral, possuem versões para vários sistemas, não se limitando apenas ao mais popular ou aquele no qual nasceu ao passo que programas proprietários normalmente (há exceções) se limitam à plataforma mais comum e popular (no caso o windows). Um bom exemplo desses programas é o Firefox, o segundo navegador mais utilizado no mundo, que tem versões para Windows, Linux e Mac OS X. Outro exemplo? Pois não, eu mesmo já apresentei ele aqui, trata-se do Nexuiz, um jogo totalmente Open Source que tem por mérito carregar em um único pacote os executáveis para os três sistemas mencionados, além do source e da documentação necessária para se compilar o jogo. Não estou aqui para falar do windows, mas das produtoras de software, que voltam seus olhos apenas para esse sistema em detrimento dos outros.
Tendo isso em mente, gostaria de levantar a seguinte questão: se os idealizadores desses programas e jogos têm toda uma preocupação em portar seus softwares para qualquer plataforma, independente do fato dela ser a mais utilizada ou mais popular, porque o mesmo não pode ser feito com os programas proprietários?
Enfim, não quero dizer que as grandes produtoras de software devam abrir o código (se bem que seria bom), mas somente portar os programas para os sistemas utilizados atualmente. Acredito que muita gente gostaria de usar o DreamWeaver no Linux sem a necessidade de se rodá-lo via Wine ou fazer uma quantidade absurda de gambiarras para rodar aquele jogo que só possui versão para Windows, mas que todo mundo (inclusive quem usa Linux) quer jogar.
Obviamente, temos excessões. No caso dos jogos, até existem versões nativas de jogos famosos que foram lançados para Linux. Bons exemplos são Doom 3 e o bom e velho Neverwinter Nights e suas expansões. Ainda assim, a quantidade de jogos criados pelas grandes produtoras e que rodam nativamente no Linux é simplesmente desprezível frente ao número de títulos para o Windows.
Não creio que a falta de softwares e jogos criados pelas grandes produtoras para Linux seja causada por dificuldades técnicas ou qualquer outro motivo do gênero.
Ao que tudo indica, essa "má vontade" é causada mais pela questão da popularidade do Windows mesmo. Afinal, é a plataforma mais utilizada no mundo, e portanto, a que trará o maior retorno financeiro.
Na minha opinião, talvez essa seja a grande diferença entre o software Open Source e o proprietário: há uma grande preocupação por parte das grandes produtoras com o retorno financeiro, por esse mesmo motivo, elas voltam seus olhos para a plataforma mais popular, negligenciando, esquecendo das demais, pois consideram o retorno financeiro delas pequeno demais para compensar o investimento. Por outro lado, quem produz software Open Source quer divulgar o seu trabalho, fazer com que seu projeto seja conhecido, conseguir parcerias e contribuição de outras pessoas para expandí-lo, etc, daí a iniciativa de lançá-lo para diversos sistemas. Obviamente existe a questão financeira, entretanto, essa raramente é a meta final dos projetos Open Source.
Enfim, essa é a minha opinião. E a sua? Qual é?















Bom, na minha humilde opinião só há um motivo para (usando seu exemplo) a Adobe não lançar uma versão do Dreamweaver com suporte para Linux: quem usa Linux não pagaria U$2,184,00 (frete não incluso) em uma suite web da Adobe (me parece que eles nem vendem o Dreamweaver separado da suite). Por que um usuário de um OS Open Source pagaria o equivalente a quase R$4.400,00 por um programa original? Imagino que seja assim que a empresa pense.
Então seria necessária toda uma mudança de comportamento da empresa e dos consumidores pra que se pensasse em suporte para Linux.
Uma idéia, que pode não ser a melhor, que eu acho interessante seria a de se licenciar softwares através de assinaturas mensais. Exemplo: Eu baixo ou recebo um CD com o meu Adobe Web e pago uma licença específica para o tipo de uso que farei do programa, mensalmente. Isso com certeza possibilitaria muita gente a utilização de softwares originais e faria a empresa se preocupar com suporte para outros OSs.
Enfim…somente idéias por enquanto… =)
Ola Julia! Obrigado pela visita e pelo comentário.
Citei o DreamWeaver apenas como exemplo (francamente, não sabia o valor da licença), mas consiredo que muitos usuários de sistemas não-windows (se é que posso falar assim) gostariam de usar esse e outros programas em seus computadores, seja em casa ou no trabalho. Entretanto, como você mesma mencionou, existe o problema da licença, muitas vezes cara demais.
Além do DreamWeaver, outros softwares apresentam licenças relativamente caras, até mesmo para quem roda Windows. Nesse ponto é comum toparmos com a questão da pirataria. Por isso mesmo, fico imaginando se as licenças de uso de software não são abusivas demais e se a adoção de um novo modelo de comercialização mais flexivel e acessível poderiam ajudar a reduzir os preços e consequêntemente a pirataria de softwares.
Enfim, isso é algo a se pensar.