sábado - 20 / 09 / 2008

A saga pelo mundo do pinguim

Voltei pessoal!

Pode ser que ninguem se interesse, mas de qualquer forma, acho legal contar aqui um pouco da minha história no mundo linux.

O início

Vamos lá! Meu primeiro contato com o pinguim foi com o Conectiva 8 (até então imaginava que linux e Conectiva eram sinônimos), nessa época, foi um amigo quem me apresentou o sistema, até então, apenas hevia ouvido falar dele no curso de manutenção que estava fazendo. Todos diziam que era mais rápido, que não travava e outras maravilhas. Enfim, passeando pelas lojas nas proximidades do curso me deparei com uma revista que acompanhava o tal sistema. Não preciso dizer o que fiz né?

Cheguei em casa e fui colocando o cd na minha recém-montada máquina e pra minha surpresa, depois de quase duas horas batendo cabeça, consegui instalar o sistema em dual boot com o Windows ME (talvez o pior da história).

A partir daí foram só problemas (claro que a maioria por inexperiência): conectar na internet era uma grande dificuldade, uma vez que eu sequer sabia como configurar o modem, além disso, havia um "tal de terminal" do qual todos falavam e ainda a dificuldade para encontrar e instalar novos programas. Por fim, desisti do Conectiva e formatei a máquina, deixando apenas o Win ME (arghhh).

Mas…

Alguns anos se passaram e navegando pela internet, li algo a respeito de um tal "live-cd" que rodava o linux sem a necessidade de instalação no HD, possuia um conjunto de scripts para reconhecimento do modem e que, se instalado no HD permitia que todos os programas fossem instalados com simples comandos do tipo: "instale o programa x", ele fazia o download e instalava pra você. Parecia uma maravilha, ainda mais que o tal linux era pequeno o bastante para que eu pudesse baixar usando a minha terrível internet discada (não sinto a menor saudade). Por fim, depois de alguns dias baixando o tal linux e depois de finalmente ter gravado em um cd fui testar pensando que ia me arrepender de novo. Me enganei feio, pois o sitema fazia exatamente tudo o que dizia. Reconhecia o modem, instalava programas ,era leve e rápido. Foi então que resolvi instalar no HD o meu novo sistema linux, o Kurumin 2.21.

A saga continua…

Depois de algum tempo usando o kurumin e suas versões seguintes recebi de m amigo da faculdade (depois de umas conversas sobre linux, kurumin e tudo mais) um conjunto de três cds que continham o Mandrake 10, resolvi experimentar, pois acabara de comprar um novo hd com maior capacidade o que me permitia reservar uma partição para testar o novo sistema, lá fui eu e instalei o tal Madrake.As dificuldades começaram a surgir, o modem não foi reconhecido, a aceleração gráfica também não, além de outros problemas. Dessa vez, havia muito mais informação na Rede e eu já possuía uma pequena intimidade com o "terrível" terminal. Pesquisei bastante, recorri aos fóruns, tentei, quebrei a cara muitas vezes, mas finalmente consegui configurar, depois de muito esforço e de muita ajuda, o Mandrake 10. Vamos seguir em frente…

O lado negro…

Depois do Mandrake, testei outras distros, dentre elas o Fedora 2.0 (ainda tenho os 4 cds), o qual não me agradou muito (na época achei o gnome estranho demais) e o Debian (não lembro a versão) que desisti depois de muito trabalho e dificuldades, além de outras, com as quais tive pouquíssimo contato. Mas o que chamou a atenção mesmo foi uma distro em particular, temida por muitos, amada por tantos outros, dizia-se que era a mais difícil de se lidar. Seu nome? Slackware.

Como em outros casos, me deparei com ele em uma revista especializada, que continha os cds e as instruções para instalação (péssimas instruções, diga-se de passagem). Os primeiros problemas surgiram durante a instalação, pois não haviam ferramentas gráficas e como sabem, o terminal não é o meu forte. Recorri mais uma vez (muitas vezes) à internet, em busca de informações, muitas me desapontaram falando pra procurar outra distro, pois essa era voltada para pessoas muito experientes e envolvia o constante uso do terminal, mas eu já estava decidido: era Slackware ou nada.

Muita coisa se passou, muita informação foi assimilada, muito tempo perdido (e ganho) e finalmente consegui instalar e configurar o Slakware à minha maneira, apesar de ainda recorrer à internet em busca de informações (comandos, programas, etc). Foi nele que tive o prazer de ter o Fluxbox como um dos meus wm preferidos e foi nele que talvez tenha aprendido mais (e campartilhado mais também). Quanto ao lado negro, faço essa alusão ao terminal, tá certo que pode-se mudar a cor do fundo, mas gosto do terminal com fundo negro mesmo, sem contar que o Slack não abria o modo grafico de cara, deixando a gente naquela tela negra, muitas vezes sem saber o que fazer.

O presente…

Atualmente, tenho utilizado o Ubuntu (desde a versão 7.04) e tenho gostado bastante dele. Suas configurações são fáceis, tem uma grande comunidade, sempre pronta a ajudar (assim como as outras distros, é claro), tem algo que me agrada muito: um eficiente sistema para a instalação de pacotes, sim, falo do apt, aquela ótima ferramenta que estava presente no Kurumin lá no início.Foi nele que acabei gostando do Gnome, assim como também gosto muito do Kde e do Fluxbox.

Concluindo…

Essa, foi a minha saga pelo mundo do pinguim, ela ainda não terminou, mas durante esse tempo, pude vivenciar aquilo que torna o linux mais interesante: A liberdade pra escolher a distro que mais agrada dentre todas as existentes. Nunca me arrependi de ter trocado uma distro por outra, assim como também nunca me criticaram por isso e assim como aprendi com muita gente diferente ao longo do tempo, espero de igual forma poder compartilhar aquilo que aprendi.

Obrigado!!


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